Ano de 1968

por Bruno publicado 10/03/2015 15h01, última modificação 07/05/2015 11h09
Homenageados do ano de 1968
Luiz Latorre

Luís Latorre nasceu na cidade de Itatiba, Estado de São Paulo, em 24 de julho de 1912, sendo filho de Antonio Latorre e de Amélia Perrone Latorre. Começou a trabalhar, ainda menino, na indústria de fósforos Santa Rosa como "office-boy". Em 1928, a Companhia Brasileira de Fósforos adquiriu todas as fábricas de fósforos existentes no Brasil, inclusive a "Santa Rosa" onde Luis era um dos resposáveis pelo serviço de contabilidade. Os novos administradores da Santa Rosa indicaram Latorre para gerenciar, primeiramente em caráter provisório, da Fábrica de Fósforos Radium de Limeira-SP. Três meses após ele era efetivado no cargo devido a sua capacidade técnica, qualidades de chefe e organizador de trabalho. Em setembro de 1935 abriu sua própria Fábrica de Fósforos, num modesto barração, na cidade de Jundiaí-SP. No ano de 1937 a firma individual Luis Latore dono da marca "Guarany" foi transformada em Andrade e Latorre Ltda. iniciando-se a produção também da marca "Argos". Em 1942 casou-se com Dinorah Pessini Latorre, com quem teve três filhos: Lucilena, Marialice, e Luiz Antonio. Como a principal matéria prima para a fabricação de fósforos era o "Pinheiro do Paraná", Luis Latorre iniciou em 1946 o reflorestamento desta espécie na fazenda "São José Velho" em Castro. Ficou conhecido como "Paulista Louco" por reflorestar Araucária na "Terra das Araucárias". De 1952 a 1956 foi prefeito de Jundiaí mas, depois disso, afastou-se da política e preferiu continuar apenas como industrial devotado. Em setembro de 1963 abriu empresa de reflorestamento, que em 1964 passou a ser chamada de Companhia Florestal Guapiara, tendo atualmente o nome de "Agropecuária Guapiara Ltda." com sede na cidade de Castro, possuindo doze filiais no Estado do Paraná. Sentindo a necessidade de levar parte da produção de fósforos para perto da principal matéria prima, a madeira, construiu, em 1979, sob sua orientação uma Laminadora no bairro Santa Rita, em Castro. Na surdina, praticava ações de caridade, beneficiou inúmeros colaboradores de suas empresas e financiou os estudos de muitos jovens. Grande incentivador das artes, fundou em 1948, em Jundiaí, o "Grupo Guarany de Comédias", promovendo apresentações gratuitas ao público Jundiaiense. Faleceu em 1988 no "Dia do Trabalho".