Ano de 1986

por Bruno publicado 13/03/2015 14h15, última modificação 14/05/2015 15h23
Homenageados do ano de 1986
 Epaminondas Nocera (in memorian)

Tibagiano, nascido em 15 de junho de 1902, já na adolescência ganhou o apelido de "Xanda". Sempre marcou presença nas sociedades onde conviveu, pelo seu espírito jovem, alegre e descontraído. Político, foi vereador em Tibagi, na gestão de Leopoldo Mercer. Serviu no Exército, como sargento no 5º Regimento da Cavalaria Divisionária em Castro, sendo por várias vezes condecorado por atos de bravura e discernimento, um deles pelo salvamento de uma pessoa que retirou das águas do rio Iapó. Foi casado primeiramente com Maria José Nunes Marins, filha de Juca Nunes, tradicional fazendeiro de Castro com quem teve uma filha, Rute. Depois, casou-se com Mercedes Almeida Nocera, com quem dividiu alegrias e tristezas juntamente com seus filhos: Luiz Antonio, Antonio Luiz, Paulo Roberto, José Otávio e Maria Emília. Tradicionalmente católico fervoroso, fez seguidamente romaria nas festas do Senhor Bom Jesus do Iguape. Praticou futebol muitos anos, sendo titular do Guarani Esporte Clube de Ponta Grossa, juntamente com grandes craques da época, por exemplo seu cunhado Lulo Nunes. Aficionado do esporte, apoiou o futebol castrense, chegando a presidir por duas gestões o Caramuru Esporte Clube, inclusive no ano em que este conseguiu o memorável título de vice-campeão paranaense. Esportista, sempre detestou o tabagismo. Durante muitos anos foi garimpeiro em Tibagi, depois foi hoteleiro, tendo passado vários episódios políticos com seu amigo Guataçara. Com sua mãe e irmã mudou-se para Piraí do Sul, onde conseguiu um grande número de amigos, mudando-se posteriormente para a cidade de Castro. Começou como empreiteiro de estradas de rodagem durante o governo de Moisés Lupion, seu compadre, tendo como sócio Bernardo Musialowski, na firma Nocera, Musialowski Cia. Ltda., inicialmente com carrocinhas, depois com máquinas pesadas. Após o falecimento de seu sócio, formou a firma Nocera, Mello Terraplanagem Cia. Ltda., da qual ficou proprietário único depois do passamento de seu sócio Eurides Mello. Foi homenageado como primeiro depositante do Banco do Brasil em Castro, recebendo como condecoração um cartão de prata, por ocasião das festividades dos 25 anos da agência na cidade. Em 10 de dezembro de 1983, em Piraí do Sul, recebeu o diploma Amigo de Castro. Em 1986, recebeu outro diploma de Consagração Pública, em Castro. Em 1987, a Câmara Municipal de Castro entregou à ele o título de Cidadão Honorário.  No Lions Clube de Castro, foi sócio fundador, exercendo vários cargos na diretoria, sendo inclusive presidente na gestão 69/70. Participou ativamente de inúmeras festa religiosas, como leiloeiro e até mesmo como folião em diversos carnavais.

 José Quirrenbach

José Quirrenbach era mais conhecido pelo seu sobrenome. Fiho caçula de Pedro Quirrenbach e Ana Quirrenbach, é natural de Nova Trento, Santa Catarina. Seus pais era imigrantes e chegaram ao Brasil em 1922, fixando-se no Estado vizinho até 1935, depois veio para Castro - Colônia Maracanã. Frequentou a escola primária do Maracanã. Aos 17 anos, após o falecimento do seu pai veio para a cidade a procura de trabalha e especialização profissional. Trabalhou na marcernaria de Helmut Rox e elogo depois prestou o serviço militar no 6º Grupo de Artilharia 75 de Dorso, trabalhando no quartel também no setor de carpintaria e marcenaria. No final de 1949, deixou o exército e voltou a mesma profissão, indo trabalhar em Monte Alegre - Harmonia, por pouco tempo. Voltou a Castro, em 1951, quando já pensava em estabelecer-se por conta própria. Casou-se com Verônica Mileski, filha de João Mileski, que era mais conhecido por "Joâo Guarda Chave". Com ela teve 10 filhos: Elizabeth, Gertrudes, Walter, Marcos, Leo José, Alfredo, Alberto, Cristina, Mateus e Eduardo, dos quais lhe deu nove netos. Em 1954, abriu sozinho uma fábrica de esquadrias de madeira e móveis na rua Coronel Vidal Martins de Oliveira, nas proximidades do antigo Prado. Estes foram tempos difíceis no aspecto comercial, já que Castro era muito menor e com capacidade pequena de mercado e consumo. Apesar disso, em 1968, mudou sua firma para rua Francisco Assis de Andrade e ali fundou a serraria. Na época de 1972 a 1976, quando a firma atingiu sua produção máxima, chegou a possuir em seus quadros cerca de 50 empregados diretos e oferecendo indiretamente a mais ou menos 150 pessoas o seu meio de vida. A indústria Quirrenbach é uma das maiores serrarias da cidade atualmente. Em 1983, Quirrenbach aposentou-se, mas não deixou de trabalhar. Ele fundou outra empresa no ramo da agropecuária.