Ano de 2018

por Bruno publicado 13/03/2015 13h35, última modificação 01/06/2021 13h18
Homenageados do ano de 2018

Adriana Paiva

Filha do farmacêutico Osdival Pereira Paiva e de Norma Paiva, nasceu em 16 de março de 1.967, na cidade de Prudentópolis, Paraná, cidade onde permaneceu até o ano 1.984, quando concluiu o Ensino Médio em um colégio de freiras, Colégio Imaculada Virgem Maria, que na época habilitava para o Magistério, no qual, além das matérias usuais, destacava-se o ensino religioso e trabalhos manuais, como bordado, etc. Tal aprendizado propiciou, desde logo, que Adriana ofertasse aulas particulares, como reforço à crianças com dificuldades no aprendizado, e este foi, seu primeiro trabalho. No ano seguinte, com 18 anos, já iniciou o curso de Direito na Universidade Estadual de Ponta Grossa e concluiu o mesmo em 1.989, o Direito sempre foi a primeira opção de escolha para formação profissional, justamente pela carreira da Magistratura, a qual era sonhada desde a infância. Durante o perído universitário, fez estágio de Prática Forense e Organização Judiciária - na UEPG (anos de 1988 e 1989), também foi estagiária em escritório de advocacia, do Dr. Edmilson Rodrigues Schiebelbein (ano de 1989) e na Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, no Departamento Jurídico da Secretaria Municipal de Administração e Negócios Jurídicos (DJ – SMANJ) (ano de 1989). Recém-formada, em 1.990, trabalhou como Chefe de Gabinete na Procuradoria Geral do Governo do Estado de Roraima, cidade de Boa Vista, no ano seguinte, desenvolveu a função de Assessora Parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima, cidade de Boa Vista, Gabinete do Deputado Renan Bekel Pacheco. Nomeada aos 14 de junho de 1993 ingressou no Poder Judiciário do Estado do Paraná, para o exercício do cargo de Juiz Substituto da 49ª Seção Judiciária, com sede na Comarca de União da Vitória, em 1.995 foi promovida ao cargo de Juíza de Direito da Comarca de entrância inicial de Ortigueira e remoção, pelo critério de merecimento, à Comarca de entrância inicial de Imbituva, PR (Decreto Judiciário n.º 870, de 21.12.1995). Neste mesmo ano casou-se com Mauro Cezar Colling, Militar aposentado do Exército Brasileiro, com quem é casada há 23 anos, frutos desta união, seus dois filhos, Clarissa Paiva Colling (acadêmica de Medicina) e Augusto Paiva Colling (acadêmico de Medicina Veterinária). Em 1.997, Doutora Adriana Paiva foi promovida, pelo critério de merecimento, ao cargo de Juíza de Direito da Vara Cível da Comarca de entrância intermediária de Castro, PR (Decreto Judiciário n.º 447, de 15.09.1997); ano em que mudou-se para esta cidade com seu marido e sua filha que tinha apenas 40 dias de vida. Um dos desafios ao chegar em Castro foi o volume de serviço existente na Vara Cível, à qual havia sido promovida. Mesmo em licença maternidade, foi preciso já começar a trabalhar, pois haviam muitos processos conclusos para sentença de tempos. Com muito esforço e dedicação desta Juíza, foi possível baixar o acervo e dar conta dos atrasados em aproximadamente dois anos. Segundo ela “só quem trabalha na área do Direito têm noção do quanto nossa Comarca é trabalhosa”. Em 2.002, obteve remoção, por opção e pelo critério de merecimento, ao cargo de Juíza de Direito da Vara Criminal, Infância e Juventude, Família, Registros Públicos e Corregedoria do Foro Extrajudicial da Comarca de entrância intermediária de Castro, PR (Decreto Judiciário n.º 181, de 17.06.2002); já em 2.005 a remoção, por opção e pelo critério de merecimento, foi ao cargo de Juíza de Direito do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de entrância intermediária de Castro, PR (Decreto Judiciário n.º 056, de 08.04.2005). Juíza Eleitoral da 16ª Zona Eleitoral de Castro em diversos biênios, sendo o mais recente nos anos de 2017/2018, Adriana afirma que a Justiça Eleitoral é uma de suas paixões, porque nesta se defende um dos direitos mais sagrados do cidadão: o direito de sufrágio universal, exercido pelo voto direto e secreto, bem como, pela possibilidade de concorrer aos cargos públicos eletivos. Para isso, é preciso trabalhar com afinco, garantindo que os pleitos ocorram com a maior lisura e transparência possível. A Juíza já presidiu diversas eleições em Castro, sendo destas, pelo menos, duas eleições municipais, ela afirma que a missão é árdua: plantões, representações, reclamações, queixas, às quais a resposta tem que ser célere, e segundo ela: “graças a Deus e colaboração dos cidadãos e partidos, sempre fomos coroados de êxito nos pleitos em questão. É motivo de orgulho muito grande poder fazer parte da história de Castro por meio da Justiça Eleitoral, que só engrandece o nosso Paraná”! Castro é a cidade do coração desta tão competente Juíza, lugar que escolheu para trabalhar e morar há 21 anos. Aqui sua família cresceu, com a chegada do seu segundo filho, ambos cresceram e estudaram em Castro, saindo só depois da conclusão do ensino médio.    Doutora Adriana descreve Castro como uma “uma cidade pequena, mas que tem tudo o que se pode precisar, com um povo acolhedor e hospitaleiro”. Aliás, ela ressalta que mora em Castro a mais tempo do que residiu em sua cidade natal, e é aqui que pretende continuar mesmo após a aposentadoria.O juiz não é mero aplicador das leis, tal como são redigidas. Cabe-lhe interpretá-las, conforme seu saber e sua consciência, em todas as decisões que toma.  É natural que suas decisões, servindo à justiça, contrariem interesses, oponham-se a preconceitos, desprezem seitas. Adriana descreve como maior desafio na Magistratura a corrida contra o tempo. A prestação jurisdicional tem que ser célere, porque o cidadão quer a justiça feita para sua causa. Como já passou por todas as Varas da Comarca, conhece muito bem a demanda em Castro, e ela não é pequena: então, é preciso trabalho ininterrupto e contínuo para dar conta do volume de trabalho. Tal celeridade, tão almejada, esta Juíza tem conseguido imprimir aos processos dos Juizados Especiais, pelos quais responde desde o ano de 2005. Com muito orgulho, hoje temos processos ordinários julgados em menos de seis meses, e isso é uma vitória ao jurisdicionado. É a Justiça Cidadã, na qual o jurisdicionado pode comparecer sozinho, atermar o seu pedido, e ver sua causa julgada com presteza!

Érika Watanabe

Érika Watanabe nasceu em São Paulo, capital, em 04 de dezembro de 1975. É filha de Luiz Watanabe e Naoko Koide Watanabe e possui um irmão, Anderson Akira Watanabe, formado em Direito pela Faculdade de Direito Mackenzie, advogado e professor em São Paulo. Doutora Érika é casada com Francisco das Chagas Jacome Junior, formado em Processamento de Dados pela Fatec e formando em Engenharia Mecânica pela UTFPR e juntos têm  duas filhas, de 2 e 4 anos. É formada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie (1994-1999) e em Processamento de Dados pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo – Fatec (1994-2000), além de Especialização em Processo Civil, pela PUC - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Antes de ingressar na Magistratura do Estado do Paraná, trabalhou como auxiliar contábil; fez estágios em escritórios de advocacia e em processamento de dados nas empresas Unilever e Leite Paulista. Foi também escrevente judiciária no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e exerceu a advocacia. Ingressou na Magistratura do Estado do Paraná no ano de 2005, e, em 16 de dezembro de 2005, assumiu como Juíza Substituta na Comarca de Guaíra. Atuou como Juíza Eleitoral na Comarca de Jaguariaíva e predidiu as eleições municipais do ano de 2008, bem como presidiu as eleições municipais da Comarca de Sengés, em 2012. Foi promovida como Juíza Titular da Comarca de Formosa do Oeste, Jaguariaíva e Sengés e, em 14 de Março de 2014, assumiu a Vara Criminal da Comarca de Castro. Dra. Érika é admirada por colegas de trabalho por sua dedicação e comprometimento em desenvolver um excelente trabalho, além de sua humildade e companheirismo e respeito para com todos.

 

Rosina Pereira Jorge Cardoso

Rosina Pereira Jorge Cardoso, nascida em Curitiba, em 1940, filha de Dorival Pereira Jorge e Rosa Lopes Pereira Jorge. Na capital do estado concluiu os cursos de Magistério no Colégio Cajuru e Superior em Música na Escola de Belas Artes do Paraná, especialização em Piano. Casou-se com o médico castrense Ronie Cardoso, passando a residir em Castro há 56 anos, cidade que considera como sua cidade natal de adoção, onde criou seus três filhos, Ronie, Rosana e Ronald, e tem quatro netos, Eduardo, Marcelo, Renato e Lucas. Junto ao Lions Club, na condição de esposa de companheiro leão presidente, promoveu bazares que comercializavam produtos elaborados pelas próprias domadoras. Durante muitos anos, participou da confecção do premiado boletim do Lions Club de Castro, juntamente com as domadoras Ana Lucia Cardoso e Ieda Torres Almeida, responsáveis pela coluna RAI. De 1976 a 1982, na condição de primeira dama do Município, organizou o PROVOPAR buscando unir as entidades assistenciais castrenses de forma a melhor atender a população carente, especialmente nas memoráveis campanhas do agasalho que atingiam toda a zona rural do município. Há 56 anos é também participante do Café das Damas, grupo de senhoras que, igualmente, propõem-se a atividades assistenciais. Em 31 de maio de 1973 fundou, juntamente a outras senhoras castrenses, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Castro. Nesta entidade, com o intuito de arrecadar fundos para auxílio aos doentes ajudou a organizar inúmeros eventos ao longo dos anos, tais como, bingos, bailes, pedágios, coletas nas escolas, e a compilação de apreciados livros de receitas. Além da captação de recursos, participa com as companheiras da Rede de atividades de apoio moral e material aos enfermos, em reuniões coletivas e visitas domiciliares. Foi ainda diretora da Creche Nosso Lar, no bairro Jardim Bela Vista e da Rádio Castro, bem como conferencista em diversos eventos como os Cursilhos católicos, e cursos de noivos. A dedicação ao trabalho comunitário, à melhoria das condições sociais dos castrenses, é característica de sua personalidade que evidencia o papel destacado que vem desenvolvendo há mais de 50 anos em nossa cidade.